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A imagem do email é uma fotografia colorida publicada em 1937, no primeiro relatório das escavações da Universidade de Pretória. Ela mostra o rinoceronte de ouro de Mapungubwe, feito por volta de 1250 por ourives anônimos, pouco depois do achado e já remontado a partir dos fragmentos: de perfil, com a cabeça voltada para a direita e o corpo comprido e baixo, de um dourado manchado.
Duas hastes finas de metal sustentam o corpo, uma sob a traseira e outra sob o peito, e uma escala de cinco centímetros, posta à frente, mostra o tamanho da peça. No alto da cabeça, uma orelha pequena fica de pé; embaixo dela, o focinho chega em pedaços, com as bordas da folha recortadas.
A pele de metal
A superfície não é lisa. A folha de ouro tem dobras, amassados e pequenas ondas, marcas do martelo e dos séculos em que a figura passou esmagada sob a terra.
Nas emendas, onde uma lâmina encontra a outra, a foto mostra linhas curvas atravessando o corpo. É nelas que ficam as tachas, em fileira, como uma costura de pontos dourados.
As tachas também eram de ouro. O ourives cortava pedaços de fio do metal, afinava uma das pontas e cravava cada um na madeira, prendendo a borda da folha.
Um rinoceronte de formas simples
A figura não copia o animal com precisão de naturalista. O corpo forma um bloco, a cabeça avança para a frente como uma cunha e, na foto de 1937, as patas são só saliências arredondadas na barriga, sem chegar ao chão.
O chifre único, que a remontagem atual mostra erguido no focinho, provoca debate. Os dois rinocerontes da região, o branco e o negro, têm dois chifres, um maior na frente do focinho e um menor logo atrás.
Uma leitura diz que o artesão escolheu mostrar só o chifre principal, o mais visível de longe. Outra lembra que a figura chegou em pedaços, e que um segundo chifre pode ter se perdido antes da remontagem.
Nenhuma das duas tem prova definitiva. O estado original da peça só se conhece pelos fragmentos, e ninguém registrou a posição exata deles na cova no dia do achado.
O que a imagem esconde
A madeira não aparece. O corpo que deu forma ao animal sumiu, e o que se vê é a casca, de pé graças às duas hastes da remontagem.
A escala posta à frente desfaz a impressão de escultura grande. O animal inteiro mede cerca de três vezes o comprimento dela e, na vitrine, cabe na palma de uma mão adulta.
O peso da figura também surpreende quem espera ouro maciço. Uma folha fina sobre madeira pesava pouco, e o animal podia ser erguido com dois dedos no dia em que foi posto na cova.
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